Antes de começar, quero avisar aos leitores que aqui não estou para falar bem ou mal de algum candidato, esta é uma visão da situação do nosso país diante a uma disputa intensa.

Nos últimos meses, o assunto principal de todos os noticiários tem sido a polarização politica do Brasil, onde uma parte apoia o candidato a presidência Jair Bolsonaro e a outra parte é contra sua candidatura. O fato é que a eleição deste ano nos apresentou características nunca antes vistas na nossa história.

Você pode amar ou odiar Jair Bolsonaro, mas não pode discordar que se trata de um fenômeno. Algo que não surge a todo ano. Eu consigo ver que sua candidatura chegou a tal nível por dois fatores primordiais: antecipação e senso de justiça.

Antecipação, pois diferente de todos os seus adversários, Bolsonaro iniciou sua caminhada ao palácio do planalto logo após o fim das eleições de 2014. Naquela eleição já havia uma grande parte da população pedindo mudanças e querendo sair do modelo atual de política. Nestes últimos três anos e meio, Bolsonaro tratou de levar seu nome e suas ideias para outros cantos do país, saindo do eixo que sempre o elege, no caso, o Rio de Janeiro.

Enquanto isso, o PT já em fase de decadência devido aos inúmeros escândalos de corrupção, não via outra oportunidade a não ser se voltar ao seu maior nome, o ex-presidente Lula. O PSDB por sua vez, vivia ainda uma espécie de céu de brigadeiro, afinal o nome de Aécio Neves, recém derrotado nas eleições, saiu muito fortalecido e com o título de salvador da pátria. Eis que os escândalos, principalmente envolvendo os empresários donos da JBS, o entregarem em um dos esquemas de corrupção.

Com o PT fragilizado e o PSDB precisando se refazer, uma terceira via parecia como a mais viável. Mas Marina Silva, de uma maneira incrível, se tornou uma quase nanica no âmbito politico. Enquanto isso, o nome de Bolsonaro só crescia.

A prisão do ex-presidente Lula foi a gota d’água. Aquele que parecia ser o nome forte da politica petista estava “fora de combate”. Bolsonaro soube trabalhar durante estes anos e mais conseguiu se apresentar como o verdadeiro nome da direita no Brasil. Antes das eleições, alguns nomes foram ventilados, como o apresentador Luciano Hulk, o empresário Flávio Rocha (Dono da Riachuelo) e até mesmo do prefeito de São Paulo, João Doria Junior, que após as eleições municipais se tornou um dos maiores nomes do PSDB.

Bolsonaro não foi criado do dia pra noite, ele existe há muitos anos e nos últimos se programou para tal função.

O país se divide, pois uma parcela da sociedade acredita que o modelo de Bolsonaro é autoritário, devido ao seu histórico militar, outra acredita que ele é a solução dos problemas, afinal tem a segurança como sua principal bandeira.

A verdade é que, sem dúvida, mesmo não saindo vitorioso, Bolsonaro já é o tema central destas eleições. Ele é o vilão e o herói desta novela que estamos perto de descobrir o final.