Olá meus amigos leitores, na última sexta-feira (03) coloquei no meu instagram uma enquete para que as pessoas me indicassem um filme para fazer a crítica. Bom, como o título já adiantou, o mais pedido foi o recém lançado pela Netflix “Bird Box”, uma adaptação do livro de Josh Malerman lançado em 2014.

Para começar minha análise é preciso dizer que não concordo com o que muitas pessoas dizem sobre os originais da Netflix. Vejo como uma revolução o que o serviço de streaming vem fazendo no mercado áudio visual do mundo e é incrível. A Netflix fez gigantes saírem da sua zona de conforto e começarem a enxergar um universo onde provavelmente ainda muitas novidades virão.

A estratégia da Netflix é fantástica e os números não me deixam mentir. Bird Box em uma semana de exibição já se tornou o filme mais visto da história da plataforma, com mais de 40 milhões de visualizações. Utilizar um grande nome do cinema mundial, como  Sandra Bullock e um elenco entrosado já credencia muitas pessoas a assistirem o filme. Bright do Will Smith não me deixa mentir, também um sucesso da Netflix e muito criticado. Acho que o mercado passou a dar mais credibilidade a boas interpretações do que a grandes figurões, e isso significa uma mudança muito importante para o cinema e para a TV.

Bird Box é um filme muito bom. O enredo nos prende do inicio ao fim, com um modelo de “vai e volta” a todo instante, o que nos estimula a acompanhar friamente todos os detalhes da trama. A interpretação de Sandra Bullock não deixa a desejar. O personagem é complexo e achei um grande acerto a escolha dela para este papel.

Claro que nem tudo foi perfeito. O filme possui muitos “errinhos” de continuação. Os personagens passam por inúmeros percalços, caem e não ficam com nenhum machucado. Os pássaros viveram 5 anos dentro de uma caixinha com alguns furos e ainda sobreviveram a uma turbulenta parte do rio (a caixa caiu na água e eles saíram sem um pingo de água dentro).

Resumindo, é um filme que vale a pena assistir. Muitas pessoas acharam pesado algumas cenas e a temática um pouco “suicida”, mas é de fácil interpretação, além de uma ideia muito interessante. Em breve lerei o livro e terei mais embasamento para saber se a adaptação foi realmente coerente.